quinta-feira, 24 de maio de 2018

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Conversa de Pescador

                         Conversa de Pescador
                                               (Hortêncio Pessoa)

                        Nasci em berço dourado,
                        Pelo sol de Fortaleza;
                         Fui por ele batizado,
                        Sou nobre de natureza!
                                 
                      Sou guerreiro, sou mestiço,
                         Sou filho de Iracema,
                       Faço amor, faço feitiço,
                        Quando não faço poema

                     Tenho o sangue azul mesclado,
                        Desse vergel  ondulante;
                        Dele fiz manto sagrado
                      Para cobrir minha amante...

                        Cidade mulher, casada,
                        para mim moça donzela;
                        Amarrei minha jangada,
                       Nas rendas da saia dela.

                       Cresci no bairro Aldeota,
                     E conheço os seus segredos...
                    Tantos, tantos... não importa,
                      Posso contá-los nos dedos.

                       Onde o Santo Carpinteiro,
                        Construiu sua casinha,
                       Com paredes de coqueiro,
                        E telhado de conchinha.

                      Para mim, trançou esteira,
                        Com palhas de carnaúba;
                        Acendeu minha fogueira,
                       Com troncos de timbaúba.

                       Quando no mar eu velejo,
                     Já não me assusta a tormenta;
                          Ventania é bafejo,
                       Eu navego em água benta.

                       Prateia, luar, prateia...
                      As malhas da minha rede...
                       Dentro dela,  uma sereia,
                    Busca o amor , com muita sede.

                       Com a linha do horizonte,
                      Farei rendas, farei verso.
                        Enfeitarei sua fronte,
                        Com o laço do universo.

                        Com a imburana-de-cheiro,
                       Farei  potes de perfume;
                      Passo no meu corpo inteiro,
                         Para lhe fazer ciúme.

                        Seu cabelo vou soltar,
                        Pra voar feito graúnas;
                         Com ela vou namorar,
                       Nos labirintos das dunas.

                       O farol vai se apagando,
                        Um novo dia surgindo...
                        O mar está me chamando,
                    Já vou indo...  já vou indo...

                    Não deixe, meu Deus, não deixe,
                       Naufragar minha jangada,
                       Cheia de amor e de peixe,
                        Pra minha gata malhada.

                       Se um dia chegar a morte,
                      Não morrerá meu sorriso...
                      Fui um pescador de sorte...
                          já vivi no paraíso!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Alice no Pais Tropical

ALICE NO PAÍS TROPICAL


Qual paleta que dormia
numa cidade deserta,
Alice colore o dia,
quando nas manhãs desperta.

Abre a boca levemente,
tal qual anjo de candura.
Para mãe sorri contente
traz no sorriso a ternura.

Alguém que muito lhe quer,,
fica cheio de ciúme,
E a pequena flor mulher,
não guarda nenhum queixume.

Numa pontinha de manha,
logo após ganhar carinho...
Sua alegria é tamanha,
que desfaz o seu beicinho.

De que me importa o esplendor
do Sol queimando a retina?

Se resplandece o frescor,
numa face de menina!

Dá-nos o clarão do riso,
E o brilho do teu olhar!
É o amor que manda aviso,
numa canção de ninar.


Obs: É para você Alice, estes versos que
meu coração ditou, no dia em que você nasceu.

Vovô Hortêncio

Fortaleza, 06 de junho de 2012
1 arquivo anexado:

Alice no País Tropical.txt

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

publicar

CAJUEIRO PEQUENINO

Hortêncio Pessoa


Cajueiro pequenino
deste sombra às minhas dores;
tiveste um triste destino.
já não tens frutos nem flores.

À tua sombra eu deitava,
ouvindo o vento a soprar...
enquanto o sol, me abraçava,
para o meu sono velar.

Fui crescendo, fui crescendo,
pelo mundo me perdi...
A vida passou correndo,
e, nem sequer percebi.

eras meu único amigo,
naqueles tempos felizes...
eu conversava contigo,
sentado em tuas raízes,

E por mais que o tempo avance,
os teus frutos saborosos,
inda vejo de relance,
como nos tempos ditosos,

Fazes parte do passado...
Viraste cinza e fumaça.
Porém deixaste um legado:
A saudade que não passa.

Fortaleza,02/11/12
1 arquivo anexado:

Cajueiro Pequennino.txt

sábado, 29 de setembro de 2012

Um lembrete aos meus leitores

Queridos amigos e leitores:

Como é do conhecimentos de todos, estamos em tempo de eleição, não se assustem... Não estou pedido
votos, mesmo porque não sou candidato a nenhum cargo. Mas, gostaria de
aproveitar o ensejo, para fazer o meu marting e,lembrar que ainda disponho de alguns
exemplares de meu livro, "ALMA NUA"Sua receptividade,
surpreendeu-me sobre maneira. Se houver algum interesse para sua
aquisição, aí está meu contato: (085) 8798-3858 ou (085) 9937-6584
Antecipadamente, o meu muito obrigado.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Meu despertar

MEU DESPERTAR

Hortêncio Pessoa

Encaro o o meu amanhã, não apenas como desafio, mas com a convicção
de que serei feliz mais um dia!
Serei livre, sem entraves, como o vento que perpassa às manhãs. e
consegue penetrar pelas frinchas da janela.

Aprenderei a sufocar meus temores, a dissimular minhas frustrações.
Encontrarei novos amigos, com os quais dividirei minhas alegrias. Se a
solidão, me trouxer o alento morno da saudade festejarei com ela, os bons
momentos já vividos.
A nuvem cristalina da felicidade bloqueará as mágoas que por ventura
eu tenha guardado.
Quando o sol se deitar sobre mim farei dele meu confidente e,
baixinho lhe direi:"Até amanhã, bom amigo! Cerrarei meus olhos e terei
sonhos coloridos.

domingo, 8 de julho de 2012

Deus sabe o que faz!

Deus sabe o que faz, quando coloca no mundo seres que possuem anomalias físicas ou mentais, enchendo-lhes de dons, que as pessoas ditas normais não possuem. Se assim procede, não é sob a forma de provação e sim, para que consigam dar exemplo de força de vontade e superação. As limitações que lhes foram impostas serão suplantadas, e tornar-se-ão ferramentas para o desenvolvimento de sua capacitação no empenho de novas funções. Muitas dessas pessoas conseguem, de alguma maneira, prestar serviços relevantes em prol dos que são menos capazes ou mesmo dos que temem encarar seus problemas, aceitar seus erros, serem úteis à sociedade.

Deus sabe o que faz, quando fecha os ouvidos de quem recebe um insulto, vindos de alguém que não reconhece os benefícios que lhe foram cumulados. Deus sabe o que faz, quando não deixa escapar da boca do ofendido palavras em represália: Isto fará com que o mesmo se sinta mais fortalecido por saber que sua consciência não lhe acusa. A sua convicção do dever cumprido demonstra-lhe que fez a sua parte.

Deus sabe o que faz, quando os que não são amados conseguem amar os que lhes rejeitam e lhes escarnecem. Qualquer que seja o revide, só irá contribuir para acirrar os ânimos, polemizar uma questão de importância ínfima. O silêncio, em certas ocasiões, ecoa bem mais profundo no âmago dos antagônicos gratuitos. Nada melhor do que entregar a Deus a solução do impasse.

Somente Deus sabe o que faz!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A voz da experiência

ALTO PREÇO

(Hortêncio Pessoa)

A sociedade de um modo geral, costumava rotular às pessoas com mais
de sessenta anos, de "sexagenários". Atualmente, deram ao grupo uma
denominação mais original: "grupo da melhor idade".
Será mesmo? Tenho lá minhas dúvidas!
Quando atingi esse estágio, comecei a pensar nas vantagens que eu
poderia absorver; bem como, o outro lado da moeda...
Confesso que a princípio relutei para aceitar a nova realidade! Isso cheirava a
discriminação disfarçada ou ainda a pura demagogia.
Minha primeira atitude foi fazer valer os meus direitos de usuário de
transporte coletivo. Cadastrei-me e recebi o passe livre. Sendo eu cego e agora
engajado no citado grupo.
Finalmente eu conquistara o direito de "ir e vir".i
Qual não foi minha surpresa, quando ao tentar entrar pela porta
dianteira, mesmo apresentando a carteirinha, o motorista me rejeitou,
alegando super lotação.
Logo a seguir outro ônibus parou e a mesma cena se repetiu.
Consegui embarcar, seguindo no terceiro ônibus. Outra surpresa, a cadeira
destinada aos idosos, gestantes e deficientes, estava ocupada por uma
adolescente, que fingia dormir. Foi alertada pelo motorista que disse
que só seguiria a viagem, depois que alguém me cedesse o lugar.
Resolvido o impasse, agradeci ao mesmo e elogiei o gesto.
Não satisfeito, resolvi ligar para a Empresa. O atendente, foi logo
perguntando qual era minha reclamação. Disse-lhe então, que se tratava
de um elogio a um funcionário da citada Empresa, relatando o ocorrido.
O atendente anotou os dados e prometeu-me que iria afixar no
flanelógrafo para que todos tomassem conhecimento.
Quinze dias se passaram e encontrei-me com o citado motorista, numa fila
de ônibus, desta vez como usuário. Abraçou-me amistosamente, ao mesmo
tempo, que confessou-me desapontado que havia sido dispensado do
emprego. Disse-me também não estar arrependido de sua ação e que faria
novamente a mesma coisa se fosse preciso.
Fiquei constrangido e sem saber o que lhe dizer, afinal de contas
esperava que iria beneficiá-lo.
Desde então, tenho ouvido atentamente as conversas paralelas no
interior dos coletivos;
Tenho presenciado cenas degradantes, hilárias, das quais vez por outra
sou um dos protagonistas.
Resolvi tirar partido da situação, passei a escrever crônicas. Para quem
não vivenciou os fatos, parecerão mirabolantes. Creiam, são realmente
autênticos. Me aguardem!

Fortaleza, 20 de abril de 2007

terça-feira, 19 de junho de 2012

Aconselhamento

APRENDIZ

Hortêncio Pessoa



Procure encontrar respostas para às perguntas que você ainda não fez.
Descobrirá que as mesmas, serão o inverso das que desejava ouvir.
Somente assim, você dará valor ao que julgava insignificante.

Persiga o futuro, antes que ele lhe alcance.
Enfrente com dignidade tudo aquilo que o destino lhe reservou.

Lembre-se que na vida, tudo se transforma. Tudo que permanece estagnado,
fatalmente acabará se deteriorando.

amolde-se aos avanços, dos novos
costumes e do progresso.
***

Reavive seu passado e terá a impressão que não envelheceu.
Seu amadurecimento, dependerá e exclusivamente de
sua autocrítica.
***
Procure reconhecer nos outros as qualidades e não somente os defeitos.
Aproveite sua insônia, para repensar nas belezas que lhe escaparam
durante o dia.

Saiba distinguir o que é um amigo, companheiro e colega.
O amigo sempre lhe dará suporte a qualquer hora e momento. O
companheiro é aquele com o qual você divide seus momentos de lazer. O
colega é aquele com o qual você trabalha, ou studa.

Mantenha-se perto de seus inimigos, assim será mais fácil domesticá-los.
Quem sabe, estes poderão se transformar em amigos fiéis.

Se você deseja captar a simpatia de alguém seja receptivo e solidário.


Na caminhada da vida, faça o reconhecimento do terreno que deseja
palmilhar.

Conscientize-se de que a vida é uma ponte para a eternidade.
Inevitavelmente terá de atravessá-la.
***

A infância, juventude e velhice, são estágios somente. Devemos
aproveitá-los literalmente.

Seguindo a todas estas recomendações, você poderá dizer que é
verdadeiramente feliz.

Aqui para nós! Cheguei à conclusão, de que não segui à risca as
regras do bem viver.
regras queQueridos amigos. Depois de tanto tempo, aqui estou novamente.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Centelha

Seja no riso ou no pranto,
Serás minha confidente.
A razão do doce encanto,
Que acontece de repente!

És amiga e companheira
Nas horas que mais preciso...
Viverei a vida inteira
À sombra de teu sorriso.

Ao voltar da dura lida,
Nos pés trago o pó da estrada.
Tu me fitas comovida,
Sob a nuvem prateada.

Quero ficar sempre atento,
E sinto um desejo enorme
De ficar sempre ao relento,
Enquanto a cidade dorme.

Quando a noite se avizinha,
Clareias meu corpo inteiro.
Que pena, tu não és minha:
Pertences ao mundo inteiro!

Mesmo sem te ver, percebo
O teu olhar sedutor...
E com ternura recebo
Os teus raios de esplendor.

Sem saber, comigo deitas,
Amaciando meu ego.
O meu amor tu aceitas,
Pois ele também é cego!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Brisa do Lago

A brisa do lago soprava de leve.
A erva daninha mesclou-se de neve;
Fechou os caminhos por onde passaram
As minhas tristezas e os meus desenganos.
Lancei-me na vida e tracei novos planos.
A paz e a esperança então me abraçaram.
Senti a ternura de um amor ardente,
Tão puro, tão doce, pulsante e latente,
Que abracei a vida com força, sem medo...
O frio da neve tornou-se calor,
A brisa do lago se fez cobertor.
A lua no espaço despontou mais cedo.
Fugindo do sol, a noite se afastava...
Com muito carinho, ela me enlaçava;
Deitei no seu colo, tão aconchegante...
Pensei que a vida houvesse parado.
Senti a presença de alguém ao meu lado:
Era a solidão, minha fiel amante!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Delírios

Entre as sombras não te vejo,
porém sinto teu perfume.
Mais aumenta meu desejo,
e de ti sinto ciúme.

Quisera que meu olhar,
hoje turvo, sem guarida,
pudesse assim caminhar
ao longo da tua vida.

Nesses delírios constantes,
tua imagem, então desponta;
Entre névoas errantes,
o teu rosto então me afronta.

Esta chama que crepita
no teu olhar reluzente,
é a mesma que habita
no meu olhar tão carente.

Esta saudade sem cores,
esta febre que não passa,
aumentam mais minhas dores
num turbilhão de fumaça.

O sol já não me desperta
mas a lua me acompanha!
Só a solidão me aperta,
com esta força tamanha...

sábado, 17 de dezembro de 2011

Dando um tempo

Preciso de muito tempo,
para pensar no que quero...
Por isso, jamais lamento:
É pelo tempo que espero.

Segundos, minutos, horas
passam sem me perceber...
Enquanto isso, tu choras,
talvez querendo me ver.

Os dias se multiplicam,
os anos vão se somando...
Somente as lembranças ficam,
o futuro vai chegando.

Promessas jamais cumpridas,
desejos não alcançados...
Dois destinos, duas vidas,
em caminhos mal traçados.

O tempo de mim precisa,
para testar-me, eu penso...
Ele chega e não avisa
mas as barreiras, eu venço.

Melhor será que pensando,
juntinhos nós dois fiquemos;
Sorrindo, ou mesmo chorando,
pois pouco tempo nós temos.

O pouco tempo que resta,
aproveitemos então!
A própria vida contesta
o tempo da solidão.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Réplica para um comentário

Em 5 de dezembro de 2011, às 05:24, Anônimo disse...
Tá bonito, mas tá parecendo que tá faltando alguma coisa mais real. Foi verdadeiro ou não foi?

Eis a réplica:

Caro amigo anônimo: Que bom que você acessou minha página. Gostei de seu
comentário. Isto me leva a crer que não estou sozinho.
Realmente faltava alguma coisa, assim como uma história mal resolvida. De repente dei por conta que faltava VOCÊ para abrilhantar meu blogger!
Quando editei o "Faz de Conta", fiz de conta que ninguém iria ler. Fui escrevendo aleatoriamente sem me preocupar. Geralmente escrevo mentiras e verdades, as quais se entrelaçam de uma maneira tal que fica difícil alguém entender.
Não se pode agradar a gregos e troianos, mas o que importa é que alguém leu, o que para mim já é gratificante.
Continue acessando minha página, quem sabe vai se acostumando com o meu estilo!
Obrigado mais uma vez, ok? Um Bom Natal. Ho! Ho! Ho!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Fazendo de Conta

Fiz de conta que o tempo parou
naquele exato momento em que o sol brilhou mais forte
e tu me ofereceste a sombra de teus olhos para que eu me abrigasse.
Quando nossos pensamentos divagaram pelo mundo da fantasia.
Quando nossos corações bateram descompassadamente,
eu fiz de conta que adivinhava os teus sonhos,
assim como fiz de conta que os realizei,
colorindo-os com todos os tons da natureza.
Fiz de conta que choveu sobre nós dois
e que nos secamos com o calor de nossos corpos,
sobre a relva primaveril.
Fiz de conta que o mundo ignorava meus defeitos, meus
problemas, anseios
que somente tu os conhecia.
Fiz de conta que ainda estavas junto a mim e que me desejavas,
com o mesmo ardor da primeira vez.
Então, te possuí mesmo à distância!
Fiz de conta que nada tinha sentido,
pois o verdadeiro sentido
é fazer de conta que estou junto de ti,.
desfrutando das beneces de uma saudade que me conforta.

domingo, 20 de novembro de 2011

Ausência

Inebriante o néctar que emana
de teus cabelos, a tocar meu rosto;
como se fosse a mais ardente chama,
na luz difusa do luar de agosto.
Como eu queria estar contigo agora,
para estreitar teu corpo por inteiro;
e consolar meu coração que chora,
na solidão do branco travesseiro.
E, sussurrando, queria dizer,
palavras tantas, que me vêem à mente.
Desejo agora o que não posso ter:
aquela chama do teu sol ardente.
Ah! Se pudesse voltar ao começo
desse caminho do qual desviei,
eu me revirava até pelo avesso
para te amar, como jamais te amei.
Abro meus braços para receber
a tua ausência que mora comigo.
O véu da noite começa a descer,
cobre o meu peito e vem dormir comigo.
Afogo então a mágoa que me invade,
neste silêncio que me faz pensar
que tudo aquilo que virou saudade,
foi para sempre, e não há de voltar!

sábado, 19 de novembro de 2011

Uma trova campeã

Teci a felicidade
com os fios da ilusão;
com os pincéis da saudade,
colori a solidão.

(8º lugar Maranguape 2008)

[Conforme publicado em http://www.falandodetrova.com.br/hortenciopessoa]

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Perfil

O meu exterior não me constrange, mas sim, o meu íntimo. Tenho qualidades e defeitos múltiplos que me fazem crer que não sou diferente de ninguém. Absorvo as críticas com a mesma naturalidade com que recebo os elogios. Permito-me o direito de fazer um auto-análise. Chego então a imaginar-me tomando atitudes que divergem do meu modo de ser e de pensar, e tiro a seguinte conclusão: O dia-a-dia encarregar-se-á de lapidar-me, de modo que não me torne uma "persona non grata".
O fato de poder desfrutar da vida é preponderante; isto instiga-me a ser um eterno agradecido a Deus, ao qual glorifico a todo e qualquer momento. Satisfaço-me com o pouco, que para mim é o bastante; se o muito eu possuísse, quem sabe me tornaria um egoísta! Os valores materiais que me foram negados ou arrebatados, nada representam. O que realmente importa é a abundância da riqueza de meu espírito e da minha consciência. Bem que eu gostaria de ser perfeito, mas somente Deus atingiu esse ápice; com a Sua soberania e sapiência, consegue dá-nos força para enfrentar as dificuldades com galhardia. Estaremos sempre em Suas mãos, estas mãos que nos afaga e nos castiga, conforme a Sua vontade.
O que mais me aflige não são os meus problemas, mas sim não poder resolver os problemas alheios. Tenho a sensação de que minhas forças se renovam a cada dia, embora já tenha fraquejado tantas vezes... Costumo dizer, que sou apenas mais um convalescente dos males da vida. Serei recompensado com certeza, com esta mesma certeza que me faz fincar os pés no chão, mas sempre com a cabeça erguida.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Gratidão

A Deus nada mais peço, apenas agradeço; o que me mostra, o que me
oculta, o que me nega e o que me oferece. Já tive tantas alegrias que
acabei esquecendo de lembrar das tristezas!